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A
avaliação de qualidade de vida tem se tornado
um parâmetro cada vez mais utilizado e valorizado
em pesquisa clínica, como tem orientado
nos últimos anos decisões dos próprios profissionais
da saúde e pacientes. Na avaliação
de intervenções para a melhora do estado
de saúde, a qualidade de vida pode refletir
aspectos que não eram analisados anteriormente,
cuja ênfase era dada somente aos aspectos
clínicos e laboratoriais, parâmetros estes
objetivos que não permitiam a avaliação
do ponto de vista do paciente. Ainda, a
avaliação da qualidade de vida permite,
em um único parâmetro, considerar os ganhos
(por exemplo, melhora de um sintoma) e perdas
(por exemplo, presença de um efeito colateral)
e quantificá-lo segundo a preferência e
valores do paciente ou de que quem toma
a decisão em seu nome. Com o avanço
científico e tecnológico nas áreas de prevenção,
diagnóstico, tratamento e reabilitação,
doenças estão sendo prevenidas, diagnosticadas
mais precocemente, assim como muitas doenças
que cursavam com uma sobrevida pequena,
hoje apresentam tratamento mais efetivo
que leva o indivíduo a viver por mais tempo.
Neste momento faz-se pensar de
que modo e com que qualidade estes pacientes
com doenças crônicas e com número maior
de co-morbidades estão vivendo. Assim, é
de fundamental importância a avaliação da
qualidade de vida destes pacientes para
que as decisões no sistema saúde sejam orientadas
para satisfazer as necessidades da sociedade
como um todo. O parâmetro qualidade de vida
tem sido utilizado como parâmetro clínico
em diversas análises econômicas, norteando
o sistema de saúde para uma melhor alocação
dos escassos recursos. Temos por
objetivo informar e dar subsídios para que
os interessados neste tema possam adquirir
conhecimento científico e metodológico,
como também disponibilizar o maior número
de informações sobre as pesquisas envolvendo
a avaliação da qualidade de vida no Brasil.
Para que isso aconteça solicitamos
sua colaboração para nos enviar dados ou
informações sobre publicações pertinentes
a este tema, feitas no Brasil, bem como
sugestões para a própria melhoria desta
iniciativa.
Entre
em contato conosco: e-mail:economiadasaude@epm.br
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